Nada como um dia atrás do outro


 Hoje é 11/09/2024, Eduardo tem 29 anos, e participou do bazar do IJC onde realiza terapias.

Em 2020, fui direcionada para home office devido a pandemia, sem terapias Eduardo começou ficar agitado e comecei pensar como "eu" poderia ajudá-lo.

Lembrei que toda criança ama fazer bolo com suas mães e que no passado era muito comum trabalhos manuais como artesanato ser praticado por pessoas que hoje são consideradas PCD e que profissões como auxiliar de cozinha, padaria, confeitaria, não exige escolaridade, apenas disposição em aprender e garra para trabalhar.

Aí veio a idéia, mas como executar?

Eu nunca fiz as pazes com a cozinha, amava os pratos feitos da sadia e ifood, para mim, maior benção, só queria ter um ticket alto e nada mais.

Bem, precisei mudar meus conceitos e sair da minha zona de conforto.

Havia aprendido aba no Instituto Amigo dos Autista e passei traçar o passo a passo.

Inicialmente, Eduardo nem ligava, saia andando pelo corredor.

Comecei eu aprender e fazer, sempre mostrando que era algo muito legal.

Muitas coisas não comia, então não fazia diferença para ele eu preparar uma mouse ou pãozinho com manteiga. 

O primeiro desafio foi trazer sua atenção para a cozinha.

De tudo que podemos fazer na confeitaria, meu filho só se interessava por uma coisa "brigadeiro". E foi por aqui que comecei. Utilizava o truque velho das mães - lamber colher, lamber panela e aos poucos fui chamando sua atenção.

Comprei um sacão de chocolate granulado e comecei ensiná-lo enrolar. O chocolate na mão foi uma barreira que ele superou com o tempo e tinha que perceber rápido quando estava mole e já colocar no congelador, mandar lavar as mãos e não insistir se quisesse parar.

As vezes, sua ajuda era apenas um pra lá e prá com o único docinho, aí deixava pra lá, fazia e outro dia continuava.

Estar trabalhando foi importante porque a matéria prima não é barata, ao menos, para quem é assalariado e pedi leite condensado de presente, minha irmão me deu um pacote de 1 kilo, foi o máximo!

Nem sempre a gente precisa de grandes coisas, mas as que precisamos e são atendidas nos traz uma grande gratidão.

Bem, voltando a /11/09/2024, meu filho aprendeu fazer bolo de cenoura, separar e pesar todos os ingredientes, untar forma e mais, seu bolo é perfeito, maravilhos para tomar um cafezinho!

No entanto, sua paciencia ainda é curta, costuma fazer um bolo (quando quer), mas desta vez foram 3 bolos, maravilhosos!

Vendemos 2, o terceiro vou entregar como oferta na igreja e agradecer a Deus por este milagre.

Meu filho não apenas fez o bolo, mas atendeu cada pessoa que chegou até ele, cumprimentou, falou seu nome, o tipo de bolo, os ingredientes do bolo e o modo de preparo. 

É muita alegria!

Que dia maravilhoso foi hoje.

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