Indeferimento do LOAS - Não comprovado impedimento longo prazo, oi?

 Creio que uma das dificuldades maiores da mãe atípica e do PCD e ter de provar a todo momento que é incapaz ou capaz de algo.

Essa dor de ter de ficar provando algo a todo momento chega ser tão sufocando, tão prejudicial, tão desumana, causa baixa estima, traz à luz gatilhos em nosos filhos e em nós, que foge a todos padrões de dignidade humana.


Uma pessoa deficiente para ter acesso ao LOAS-BPC, precisa comprovar sua condição de miserabilidade tantas vezes que vira uma humilhação, primeiro as tentativas de agendas no CRAS, que constantemente está sem agenda, depois ter de informar a um atendente sua condição de insulficiencia e ter de convê-lo que não há recursos e mais ouvir de forma irônica ou desconfiada a fala do artigo criminal sobre crime de informação falsa.

Não suficiente, ao agendar no INSS, que é Senhor do BPC, preenche-se um questionário mais documentos diversos que é plenamento ignorado no momento da pericia social. Na perícia, é nos perguntado um questionários investigativo, parece sala de investigação policial, olham todas as documentações e questionam: não pode trabalhar, sua mãe não pode olhar seu filho? Como se alguém fosse obrigado a isto.

Tem mais, precisamos de um laudo recente, mas constantemente o SUS, tem falta de profissionais e ficam apenas trocando receitas com o clínico e cadÊ ter um prontuário com psiquiátra ou neuro?

Tendo o laudo em mãos, bora agendar. No dia da perícia é um dilema, se tem as provas antigas é negam porque é muito antigo; se apenas o laudo recente, negam porque só tem seu laudo recente e ainda questionam cadê o médico que o acompanha? Esperando chegar psiquiatra no SUS, eis a resposta, mas não consvence, porque quem é perito nunca foi usuário do SUS então como compreender?

E depois disso tudo, vem o indeferimento.

Aí perguntom prá quÊ ir ao CRAS se a assistente social do INSS nega em contrário do cadunico?

Médico perito vai contra o laudo de outro médico especialista, como assim?

Seu laudo e seu cadunico são completamente ignorados, porém é obrigatório ir lá contar sua miserabilidade e se submeter a nova avaliação clínica que acredita que em minutos pode diagnosticar trabalho de anos de outros profissionais.

O laudo de autismo do meu filho veio ao 12 anos, antes tinha um diagnóstico de atraso no desenvolvimento + hiperatividade e com este laudo ingressou no institito IRIS. Aos 14 anos ingressou na AMA - Amigo dos autistas, aos 16 no IJC - antiga APAE, mas o perito dignosticou como impedimento de curto prazo, acreditem os demais profissionais estão errados.

O que vemos é um crime contra a pessoa deficiente e sua família quando de baixa renda e sem renda alguma, isto é violação aos Direitos Humanos da Pessoa Deficiente, expor a pessoa deficiente dessa maneira, trazendo a tona sua condição vergonhosa de vulnerabilidade, sem laudo e desconsiderar seu diagnóstico e suas dificuldade em conviver em sociedade.

Pelo fim dessas perícias humilhantes e preconceituosas e classistas.



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