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Mostrando postagens de setembro, 2024

Meu filho ficou doente e agora? SUS e senha preferencial funciona? Não, é uma barreira a ser vencida

Meu filho havia passado na consulta com a médica da família no postinho em 25/08/2024 e receitou tratamento para rinite de uso contínuo por 6 meses, queixa ronco, coceira no nariz, tosse.  Entrou o mês de setembro com os sintômas ameno, dormindo melhor, sem espirros e menos coceira. Na segunda quinzena, acordou com muita coriza, tosse, não dormiu direito. ficou amoado e diminuiu apetite (meu filho não se queixa de dor). Do sábado para domindo (18/09/2024) acordou no meio da noite sufocado, parecia engasgado, precisei fazer uma manobra para desengasgo e cuspiu catarro. Tinha em casa remédios de asma, porque adquiri asma quando peguei COVID e faço tratamento e dei sabultamol. Ele demorou, mas dormiu sentado. Dia 17/09/2024,  levei-o ao postinho e pedi para passar no acolhimento, passei com enfermagem. A enfermeira disse que não era necessário teste de Covid-19, disse que deveria ser refluxo e orientou apenas observar. Na noite do sábado para domingo, nova crise, desta vez já est...

Antes do laudo IV

 Meu filho Eduardo, iniciou no Instituto IRIS quanto tinha 7 anos. Antes de iniciar em instituto estudou na pré escola Betel Brasileiro, na zona norte de São Paulo. Embora tenha permanecido um ano completo escolar e tenha concluído o prézinho, não realizou nenhuma das tarefas, quer colagem, pintura, recorte, copiar letras, não aprendeu uma musiquinha (as professora de pré escola costumam cantar "o sapo não lava o pé", "um, dois, três, índiozinhos..."entre outras).  No entanto, a professora notou que ele sabia ler, embora não falasse as silabas, notou que apontava corretamente para silabas quando perguntado, mas tinha um desenvolvimento muito abaixo do esperado para sua idade, não desenvolveu linguagem, nem palavras simples como "oi", "bom dia", ou falar seu próprio nome e não falava "mãe" ou "pai", comia papel, mordia lápis, não ficava sentado em sala de aula, não brincava com as crianças de nada nem no parquinho.  Única ativi...

Antes do laudo III

  Aos 06 anos, meu filho foi matriculado na pré escola e foi muito importante para obtermos o primeiro laudo, embora ainda não fosse de autismo. Era laudo de atraso no desenvolvimento  e hiperatividade. A diretora da  pré escola Betel Brasileiro e a professora escreveram uma carta descrevendo o comportamento de forma bem detalhada do meu filho e foi esta carta que apresentei ao médico além dos exames no dia da consulta. Esta carta fez toda diferença!  Por indicação da escola, já passava meu filho em uma psicóloga, ela era da igreja também e fez um relatório que também aprensentei ao médico no dia da consulta.  Que Deus abençoe os profissionais da psicologia, pois foram fundamentais para chegar ao diagnóstico e depois para melhoria do quadro. Tanto a escola, quanto a psicóloga foram particulares. Dinheiro sempre foi e é um grande desafio e fez muita falta não ter o suficiente. Nesta época ainda não tínha um laudo de autismo e Sem laudo - não há possibilidade do c...

Antes do laudo de autismo II

 O caminho rumo ao laudo é muito angustiante e solitário. Durante a busca pelo diagnóstico, vivenciei inúmeros sentimentos, ora estava agradecida porque os exames não acusava nada, ora enraivessida porque os médicos não diziam nada e apenas encaminham a outros médicos, ora queria desistir e esperar que o tempo se encarregasse. Cada um tem sua teoria do porque do comportamento ser ruim, uns diziam ser falta de repreensão, que era mole e com frequência ouvia das pessoas na rua (algumas cochichavam ou falavam em bom e alto som), ficava envergonhada com os olhares e comentários, mas o pior eram pessoas que falavam "na minha cara", pra mim e ainda brigava comigo dizendo "mãe, você tem que ser mais firme com seu filho!", "olha como você é!" "se fosse meu filho dava um jeito rapidinho!". Em alguns momentos chorei na rua, em outros sentia meu rosto esquentar, cheguei tirar meu sapato e dar uns tapas no meu filho na rua, mas adiantou? Claro que só piorou,...

Quem cuida de quem cuida? Sou sua maior pedagoga.

 Em 1997 fiquei novamente gestante, era uma menina, seria um parto para julho ou início de agosto. De início não fiquei nadica feliz, afinal, já tinha um casal, sendo que Du a cada dia era mais comprometido, mais agitado e mais dependente, usava fralda, mamadeira e dormia cerca de 5 horas na noite, mas ainda acordava, durante o dia não dormia nem um minuto. Foi uma gravidez complicada de alto risco, sempre com dores e com o pai a cada dia que passava mais ausente aos problemas de casa, Completei 7 meses e fui à consulta, o médico disse que tudo estava bem, porém no caminho de volta para minha casa já comecei sentir dores. Era quinta feira dia 07 de maio, na igreja havia culto de batalha espiritual e desejava muito ir e pedir oração e fui. O pai não quis ficar com Du ou Pri, sua irmã e levei Pri porque dava menos trabalho, mas não andava e a volta para casa tinha uma ladeirão e sabia que precisaria carregá-la. Cheguei da igreja já sentindo dores e foram ficanco cada vez mais fortes,...

Nada como um dia atrás do outro

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 Hoje é 11/09/2024, Eduardo tem 29 anos, e participou do bazar do IJC onde realiza terapias. Em 2020, fui direcionada para home office devido a pandemia, sem terapias Eduardo começou ficar agitado e comecei pensar como "eu" poderia ajudá-lo. Lembrei que toda criança ama fazer bolo com suas mães e que no passado era muito comum trabalhos manuais como artesanato ser praticado por pessoas que hoje são consideradas PCD e que profissões como auxiliar de cozinha, padaria, confeitaria, não exige escolaridade, apenas disposição em aprender e garra para trabalhar. Aí veio a idéia, mas como executar? Eu nunca fiz as pazes com a cozinha, amava os pratos feitos da sadia e ifood, para mim, maior benção, só queria ter um ticket alto e nada mais. Bem, precisei mudar meus conceitos e sair da minha zona de conforto. Havia aprendido aba no Instituto Amigo dos Autista e passei traçar o passo a passo. Inicialmente, Eduardo nem ligava, saia andando pelo corredor. Comecei eu aprender e fazer, semp...

Antes do diagnóstico - a luta.

  Meu pai faleceu quando eu tinha 15 anos, sei que nem uma folha cai, se Deus não permite, mas foi a folha que mais fez falta e que sempre pergunto a Deus por que permitiu? É há dores que a gente sente e o jeito é sentir, mas Deus nos entende e seu Espírito conforta (letra renascer praise). Casei-me aos 16 anos e aos 18 anos nascia o Eduardo, 2.450g. Na década de 90 era muito comum a TV noticiar o caus da saúde pública, que acredite, já foi pior. Nesta época, havia greve nos hospitais e para piorar os medicamentos encaminhados ao SUS eram fraudados e como percebeu, sou usuária do SUS e vítima da tal pílula da farinha, remédios de plascebo aqui tem nome e sobrenome, mas como todo bom pobre, agradecemos a Deus e caminhando vamos pra Canaã. Comecei sentir dores e fui ao hospital mais próximo com maternidade - Mandaqui, parto pré maturo, não pôde ser levado ao berçário porque estava com contaminação, teve anóxia e hipogicemia já em seus primeiros minutos de vida. Teve um desenvimento i...

Quem é Alessandra Araujo?

 Boa noite, Quem sou eu? Parece pergunta de entrevista de emprego, não é mesmo? Bem, eu sou Alessandra, filha da Nazaré, mulher paraibana, guerreira, estudou até a 2º série do ensino fundamental, aprendeu ler com a bíblia, canta maravilhosamente louvores, conquistou seu desejo em ser profissional da saúde e sempre foi um exemplo de mulher vitoriosa.  Sobre minha mãe é preciso dizer que se hoje resido numa casa própria é devido a ela. Em 1984, morávamos de favor na casa de nosso tio (graças a Deus por isso, pois este milagre hoje não vê), neste ano, inúmeras pessoas se reuniram e por meio de movimento social, invadiram uma área que era apenas mato, nascendo ali o bairro Filhos da Terra. Os primeiros anos foi com luta, construiu com meu pai um barraco, mas sem saneamento básico criar três filhos, lavar roupas, buscar água para necessidades, banho diário, limpeza, não era fácil, mas jamais vi minha mãe murmurar. Hoje, resido aqui  com meus dois filhos e sou agradecida por su...

Olá mundo!

 Muito prazer, sou Alessandra Araújo. Gostaria muito de compartilhar contigo as vitórias, alegrias e como e o meu caminhar como mãe de autista. Sinta-se à vontade para interagir comigo nos comentários. Tenha um excelente dia!